ONU Mulheres apresenta 14 recomendações para que respostas à covid-19 incluam mulheres e igualdade de gênero

Documento alerta que o novo coronavírus tem impactos e implicações diferentes para mulheres e homens e destaca que as mulheres são essenciais na luta contra a pandemia

As mulheres são essenciais na luta contra a pandemia da covid-19, como socorristas, profissionais da saúde, voluntárias da comunidade e prestadoras de cuidados, além de serem desproporcionalmente afetadas pela crise. Esta é a principal mensagem de um documento divulgado pela ONU Mulheres para países da América Latina e Caribe, que traz 14 recomendações para que as respostas ao novo coronavírus na região incluam a dimensão de gênero.

O documento “Gênero e covid-19 na América Latina e no Caribe: dimensões de gênero na resposta” destaca que “As mulheres estão na linha de frente da resposta e assumem custos físicos e emocionais, além de um maior risco de infecção na resposta à crise”. Para a ONU Mulheres, é fundamental atender às necessidades imediatas das mulheres na primeira fila da resposta”.

É importante, por exemplo, garantir o acesso a serviços e cuidados de saúde sexual e reprodutiva, uma vez que dados de pandemias anteriores indicam que os esforços de contenção frequentemente desviam recursos dos serviços de saúde rotineiros, como os cuidados pré e pós-natal e contraceptivos.

A ONU Mulheres aponta também que as mulheres continuam sendo as mais afetadas pelo trabalho não-remunerado, o que se acentua em tempos de crise. “Devido à saturação dos sistemas de saúde e ao fechamento das escolas, as tarefas de cuidado recaem principalmente sobre as mulheres, que, em geral, têm a responsabilidade de cuidar de familiares doentes, pessoas idosas e crianças”, diz o documento.

Um relatório divulgado pela Oxfam mostra que as mulheres são responsáveis por 75% de todo o trabalho de cuidado não remunerado no mundo. Por causa do tempo que gastam com o cuidado, costumam trabalhar menos em seus empregos ou precisam abandoná-los. Em média, 42% das mulheres não conseguem trabalho remunerado porque são responsáveis por todo o trabalho de cuidado, enquanto que entre os homens esse percentual é de apenas 6%.

Com a pandemia, a capacidade das mulheres de garantir seus meios de subsistência é altamente afetada. Verifica-se que a redução da atividade econômica em decorrência do cumprimento das medidas de isolamento social recomendadas pelas autoridades sanitárias afeta, primeiramente, as trabalhadoras informais e as trabalhadoras domésticas. Assim como perdem seus meios de sustento, há uma dificuldade de acesso a alimentos nutritivos e seguros tendo em vista o fechamento de serviços de alimentação nas escolas e comunidades, escassez de alimentos e restrições à circulação.

Violência – Além disso, a ONU Mulheres alerta para um maior risco de violência contra mulheres e meninas, em especial a violência doméstica, por conta do aumento das tensões em casa. “As sobreviventes da violência podem enfrentar obstáculos adicionais para fugir de situações violentas ou acessar ordens de proteção que salvam vidas e/ou serviços essenciais devido a fatores como restrições ao movimento em quarentena”, assinala o documento.

Baixe aqui o documento “Gênero e covid-19 na América Latinia e no Caribe: dimensões de gênero na resposta” e confira quais são as 14 recomendações feitas pela ONU Mulheres.

Com informações da ONU Mulheres.

Imagem: ONU Mulheres

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