Emergência climática. E você com isso?

O Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030 (GT Agenda 2030), coalizão formada por mais de 40 ONGs, movimentos sociais, fóruns e fundações brasileiras responsável pela difusão, promoção e monitoramento da implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no Brasil, decidiu se engajar na Mobilização Global pelo Clima ou Greve Global pelo Clima, que acontece de 20 a 27 de setembro de 2019.

Hoje, dia 20/09, estão acontecendo dezenas de atividades em todo o Brasil e em diversos países do mundo para exigir justiça climática e ações urgentíssimas para enfrentarmos o colapso do clima. Além da mobilização no Recife às 9h, no bairro das Graças, Zona Norte, realizada em parceria com a ONG Gestos e apoio da Rede ODS Brasil, participaremos de um tuitaço a partir das 16h. O tempo é curto! Junte-se a nós!

A Greve Global pelo Clima está conectada ao movimento Fidays for Future (Sexta-feiras pelo Futuro), iniciado pela jovem sueca Greta Thunberg, de 16 anos, que em agosto do ano passado começou a protestar sozinha em frente ao parlamento da Suécia, em Estocolmo, sempre às sextas-feiras, para denunciar a falta de ação dos políticos diante da emergência climática.

Onde você pode encontrar mais informações sobre a Mobilização Global pelo Cima:

https://fridaysforfuturebrasil.org

https://pt.globalclimatestrike.net/

https://standtogethernow.net

Faça parte você também deste movimento! Divulgue as hashtags #GreveMundialPeloClima #GreveGlobalPeloClima #FridaysForFuture #Unamonos #StandTogetherNow #Agenda2030 #GT2030PeloClima

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O que diz o Relatório Luz 2019 sobre aquecimento global e mudanças climáticas:

O Brasil candidatou-se para sediar a Conferência das Partes (COP), principal encontro político global sobre medidas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. A candidatura logrou sucesso, mas o novo governo retirou a proposta e a COP-25 acontecerá no Chile. Assim, o país perdeu a histórica liderança em negociações sobre sustentabilidade, que assumira desde a Rio-92, bem como sua projeção como potência econômica de baixo carbono.

O cenário, que já era preocupante nas análises dos Relatórios Luz de 2017 e de 2018, tomou a dimensão de uma grande crise agora em 2019, na medida em que o novo governo opõe questionamentos e desmontes explícitos à agenda relacionada ao ODS 13 – Combate às Mudanças Climáticas. Os dois ministérios que historicamente lideraram a agenda climática no país sofreram modificações. Na estrutura do Ministério das Relações Exteriores, um decreto extinguiu a Subsecretaria de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia e suas divisões de Clima, de Recursos Energéticos Novos e Renováveis e de Desenvolvimento Sustentável. No Ministério do Meio Ambiente, a Secretaria de Mudanças do Clima e Florestas (SMCF), que liderava essa agenda, foi substituída pela Secretaria de Florestas e Desenvolvimento Sustentável, dentro da qual – segundo entrevista do ministro Ricardo Salles – ainda em janeiro, a pauta climática seria liderada por uma assessoria especial a ser criada. Até o momento de fechamento deste Relatório Luz, isso não havia sido feito.

Para complicar ainda mais, na visão do ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, a mudança climática é encarada como uma questão ideológica, um “dogma” ou complô da esquerda para dificultar o crescimento econômico. Já Ricardo Salles, do Meio Ambiente, por sua vez, questiona se a atividade antrópica impacta na mudança climática, que seria, segundo ele, apenas um ciclo natural da Terra.

O Observatório do Clima (OC), grupo que reúne mais de 25 organizações da sociedade civil, classificou o início deste mandato presidencial como “100 dias sem clima” e fez a previsão da vinda de “tempos difíceis”.

Recomendações do Relatório Luz da Sociedade Civil 2019 para o combate às mudanças climáticas:

Baixe gratuitamente o Relatório Luz 2019 completo

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