Diálogo discute alternativas para financiamento de iniciativas sustentáveis

O Primeiro Diálogo Brasil -Europa: Sociedade Civil e o Financiamento para o Desenvolvimento Sustentável, aconteceu nesta terça,13 de setembro e reuniu representantes de organizações Brasileiras e da Europa, numa troca sobre participação da Sociedade civil e a democratização da economia. O encontro foi uma promoção da Gestos com o apoio da União Europeia e teve representantes de Organizações como Campanha pelo direito à educação, Eurodad, SID, Direitos Valem Mias, ACT e CDPE.

Claudio Fernandes, consultor da Gestos, abriu o debate fazendo uma reflexão sobre as desigualdades no mundo. “O aumento das desigualdades é um fenômeno universal, com raras exceções. A economia não existe sem a política, alertou.

Na sequência, Andressa Pelanda, da Campanha pelo Direito à Educação, reforçou  que é preciso investir em educação transformadora.”Educação não é mercadoria. Educação não é privilégio e não é oportunidade. É um direito humano.”

Já Maria José Romero, representante da Eurodad, fala da importância de uma economia mais horizontal. “As regras da economia global precisam olhar os países africanos e latinoamericanos. A economia global também deve estar alinhada aos princípios. Precisamos reconhecer o direito de cada país”. Flora Sonkin – SID/CS FFD Group, acrescentou ao debate a dificuldade que Países em desenvolvimento têm de conseguir financiamento para o crescimento. “A filosofia do ‘ganha-ganha’ só aumenta a vulnerabilidade”, apontou.

O tema da saúde foi abordado por Monica Andreis (ACT). “As táticas de responsabilidade social são ferramentas para mitigar os danos que as empresas privadas produzem. A indústria do tabaco e das bebidas adoçadas fazem ações de marketing, mas não modificam as realidades ou os impactos negativos que provocam”, alertou. Denise Carrera (Direitos Valem Mais) falou da necessidade de uma nova economia comprometida com Direitos Humanos e Direitos da Natureza. “As politicas sociais são subalternas à economia. As decisões econômicas são ancoradas em decisões políticas”, declarou. Stefano Prato, SID, acrescentou que o desafio é a transformação da economia real: modelos econômicos, trabalho, que não possibilitam o desenvolvimento para gerações. “Isso requer discussão sobre estratégias econômicas. Como a gente muda a realidade da economia?”.

Ao final do encontro, a coordenadora Geral da Gestos e Co-facilitadora do GT Agenda 2030, Alessandra Nilo, falou sobre a importância de dar continuidade aos Diálogos. “O estado e a participação democrática de uma sociedade civil preparada é essencial. Queremos viabilizar nossos direitos. É nisso que a gente acredita, nisso que a Gestos acredita”, finalizou.

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