É urgente correr contra o tempo e implementar a Agenda 2030

“Os esforços globais até o momento foram insuficientes para promover a mudança de que precisamos, colocando em risco as promessas da Agenda 2030 à geração atual e às futuras”, declarou o Secretário-Geral da ONU, António Guterres durante o Fórum de Alto Nível das Nações Unidas, que aconteceu em Nova York, de 6 a 15 de julho.

Segundo Guterres, a covid-19 e a emergência climática, num contexto de crise econômica, social e de eclosão de mais guerras, tem nos feito chegar a um momento sem precedentes da história civilizatória, que ameaça vidas, meios de subsistência e o próprio planeta. Responder a isso exige intensificar esforços para o alcance dos ODS . O Secretário-Geral enfatizou que é gravíssimo que as vacinas para a Covid-19, que já poderiam ter sido distribuídas em todo mundo, é só um exemplo, do quanto os Estados Membros têm feito decisões equivocadas.

“Embora o novo coronavírus afete todas as pessoas e comunidades, isso não acontece de forma igualitária. O mesmo acontece com a resposta à covid, que tem exposto e exacerbado desigualdades e injustiças”, disse durante lançamento do novo relatório que analisa os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030 pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas.

O cenário internacional é mesmo muito difícil, mas a sociedade civil não vai desistir. Continua forte. Este é o recado da coordenadora-geral da ONG Gestos – Soropotistividade, Comunicação e Gênero e cofacilitadora do GT Agenda 2030, Alessandra Nilo, que acompanhou em Nova York, junto com outras organizações membras do GT Agenda 2030, como o Instituto Desenvolvimento e Direitos Humanos, a Campanha Nacional pela Educação e o Instituto Cidades Sustentáveis, o Fórum Político de Alto Nível da ONU, instância de monitoramento global da implementação dos ODS.

Alessandra alerta que o aumento das violências tem exigido muito mais da sociedade civil e o trabalho de ativistas e defensores/as de direitos humanos precisa ser cada vez mais reconhecido e valorizado. “Por isso este ano dedicamos o Relatório Luz a Bruno Pereira e Dom Phillips, assassinados brutalmente quando estávamos justamente fechando nossa VI edição”, ressalta

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