Trajetória longa para garantir o direito em defesa da cidadania e do bem-estar social à visibilidade trans

Um dia elas botaram o pé na estrada. Decidiram ir até Brasília lançar uma campanha por respeito. Era 29 de janeiro de 2004 quando mulheres transexuais e travestis fizeram o primeiro ato nacional para pedir o direito de terem sua cidadania reconhecida. A data marca o Dia da Visibilidade Trans, que hoje contempla também os homens transexuais.

O GT Agenda 2030 dá as mãos a essas pessoas e avisa que a caminhada continua. Pelo direito a cidadania, igualdade, justiça social. Contra discursos de ódio e qualquer tipo de violência. Não existe outra trajetória para alcançarmos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que não seja a da garantia dos direitos básicos. A vida, entre eles. 

Dados divulgados pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) nesta sexta-feira (28) apontam que o Brasil, infelizmente, encabeça, pelo 13º ano consecutivo, a lista dos países mais perigosos para uma pessoa trans ou travesti viver.  Em 2021, foram, pelo menos, 140 assassinatos de pessoas trans, (135 travestis e mulheres transexuais, e cinco homens trans e pessoas transmasculinas).

Acesso aos serviços de saúde, com acolhimento de qualidade; garantia de uso do nome social e da mudança de sexo; espaço no mercado de trabalho, oportunidade de constituir família e segurança para andar pelas ruas, de qualquer lugar e a qualquer hora, sem tornar-se alvo de agressão estão entre os pontos defendidos pela Agenda 2030 e que se estendem, especialmente, às populações mais vulnerabilizadas. Não vamos desistir até conquistarmos.


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