Sociedade civil emite declaração conjunta sobre situação do Brasil ao Conselho de Direitos Humanos da ONU

Manifesto tem a assinatura de quase 80 organizações, entre elas ABGLT, Abong, ARTIGO 19, Campanha Nacional pelo Direito à Educação, CUT, Esquel Brasil, Geledés e IDDH, que integram o GT Agenda 2030

Um grupo de quase 80 organizações emitiu uma declaração conjunta sobre a situação do Brasil que foi apresentada durante a 43ª Sessão Ordinária do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, no último dia 10 de março. De acordo com o manifesto, houve uma deterioração na situação de direitos humanos no Brasil no primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro, com a consolidação de uma aversão ao ativismo e a extinção ou enfraquecimento de colegiados que tinham participação da sociedade civil.

A negação das atrocidades cometidas durante a ditadura de 1964, a paralisação das demarcações de territórios indígenas, quilombolas e tradicionais, a cultura do ódio no alto escalão do governo, as respostas às queimadas na Amazônia, a criminalização e ataques sexistas a jornalistas, a proibição de livros clássicos, o clima hostil a artistas e cientistas, a quebra do laicismo e a negação de políticas de gênero e de igualdade racial são alguns dos problemas citados.

A declaração, que foi feita oralmente, chama “a comunidade internacional a dar urgente atenção e a desenvolver ações incisivas ante esse grave quadro de direitos humanos no Brasil”.

Entre as organizações signatárias do documento estão oito integrantes do Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030 (GT Agenda 2030): Associação Brasileira de ONGs (Abong); Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT); ARTIGO 19; Campanha Nacional pelo Direito à Educação; Central Única dos Trabalhadores (CUT); Fundação Esquel Brasil; Geledés Instituto da Mulher Negra; e Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Direitos Humanos (IDDH).

Leia aqui a declaração na íntegra.

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2 Comentários

  • Queremos parabenizar ao grupo e parceiros, porque inclusão social e gestão de ações de políticas públicas é un caminho pra grupos ético e comprometido com a humanidade e is menos favorecidos, já está à fazer a diferença…mão na massa,um abraço de diretora executiva de organização sem fins lucrativos, O M.E.organização…

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  • Respeitando todos os parceiros,a comunidade referente “indígenas” agregando conhecimento e rapidez no objetivo Foco,e os Conselhos e Conselheiros.

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