GT Agenda 2030 participa de evento sobre financiamento do desenvolvimento sustentável na Itália

Propósito do encontro organizado pela sociedade civil foi avaliar o cenário atual dos determinantes financeiros para o agravamento de emergências ambientais e sociais em todo o mundo

O Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030 (GT Agenda 2030) participou, no período de 3 a 7/02 em Roma, Itália, da primeira semana internacional de debates sobre financiamento para o desenvolvimento sustentável. O encontro ocorreu no escritório local da Food and Agriculture Organization (FAO), agência da ONU voltada ao enfrentamento da fome mundial, e contou com a presença de representantes da sociedade civil organizada de todos os continentes. O GT foi representado pelo economista e consultor Claudio Fernandes.

O propósito do encontro foi avaliar o cenário atual dos determinantes financeiros para o agravamento de emergências ambientais e sociais em todo o mundo. “A situação é crítica e está próxima a ficar mais crítica, impulsionada que é pelo direcionamento da energia prática das instituições públicas e privadas a negarem a urgência da situação e continuarem a estimular as causas estruturais dos problemas contemporâneos”, avalia Claudio.

O entendimento é o de que há pouca aderência por parte dos mercados de capitais e dos negócios governamentais aos desafios propostos pela Agenda de Ação de Adis Abeba ou à Agenda 2030. O acordo de Adis Abeba foi firmado em 2015 pelos representantes dos Estados-membros da ONU reunidos na capital da Etiópia. O financiamento é considerado o elemento fundamental para o alcance dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030 e a Agenda de Ação de Adis Abeba contém mais de 100 medidas concretas, contemplando todas as fontes de financiamento e formas de cooperação.

“Os bancos de desenvolvimento, multilaterais e nacionais, têm a competência institucional de fomentar projetos que mudem o paradigma de sustentabilidade, concentrando seus investimentos em iniciativas de economia circular e fontes de energia limpa, por exemplo. Mas, desde a adoção da Agenda de Ação de Adis Abeba, pouco ainda foi alcançado. Infelizmente, as condicionalidades de investimento ainda não incorporam as essências da sustentabilidade, concentrando-se mais nas taxas de retorno dos projetos do que nos possíveis benefícios a longo prazo”, completa.

Estratégia – Como principal estratégia, a reunião em Roma explicitou a necessidade de unir os temas de finanças e clima, assim como a manutenção dos direitos humanos como norte para políticas de investimento voltadas ao desenvolvimento sustentável. O grupo defendeu ainda o foco nas demandas de longo prazo e o redirecionamento de políticas monetárias para que acelerem a redistribuição de riquezas nos países em desenvolvimento.

O tema do financiamento para o desenvolvimento voltará a ser discutido, desta vez por todos os líderes mundiais e agências multilaterais, durante o 5º Fórum ECOSOC de Financiamento para o Desenvolvimento (FfD, da sigla em inglês), que acontecerá em Nova York de 20 a 23 de abril deste ano na sede da ONU.

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