GT da Sociedade Civil para a Agenda 2030 fecha ciclo intenso de ações em 2019

Retrospectiva mostra fortalecimento da coalizão que reúne mais de 40 organizações, redes e fóruns da sociedade civil que promovem e monitoram o desenvolvimento inclusivo e sustentável no país

O ano de 2019 foi muito especial para o Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030 (GT Agenda 2030). Apesar dos retrocessos nos campos socioeconômico e ambiental, que deixam o país ainda mais distante de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), avançamos no fortalecimento da nossa coalizão. E isso foi feito a partir de um ciclo intenso de ações.

Com o apoio União Europeia, realizamos cinco debates públicos sobre desenvolvimento sustentável, um em cada região do país, e dez oficinas mistas envolvendo tribunais de contas e organizações da sociedade civil, sendo duas em cada região, com o intuito de promover o alinhamento das prestações de contas públicas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Juntos, esses 15 eventos atingiram um público direto de mais de 600 pessoas entre os meses de abril e agosto.

Realizamos, também, um seminário sobre soluções inovadoras, em que selecionamos e apresentamos a potenciais investidores dez projetos de impacto socioambiental positivo, 70% deles com benefícios concretos às mulheres. Oferecemos ainda um curso gratuito de advocacy para a Agenda 2030 nas modalidades presencial e EAD, para que membros do GT e outras organizações pudessem aprender como potencializar o apoio às causas da Agenda 2030, junto, por exemplo, ao Legislativo e ao Executivo.

Paralelamente, o GT realizou pelo menos 12 ações de advocacy no Congresso Nacional, visando principalmente à recriação da Frente Parlamentar Mista de Apoio aos ODS. Graças às assinaturas que coletamos e ajudamos a coletar e ao apoio de alguns parlamentares, a Frente foi recriada e seu lançamento é aguardado para o início de 2020. Nos estados, estimulamos a efetiva instalação e funcionamento das comissões de Pernambuco e São Paulo. Em nível nacional, porém, amargamos a extinção da Comissão Nacional para os ODS (CNODS) com o Decreto nº 9.759/2019, a partir de 28 de junho.

Ainda em relação a ações de incidência política, participamos de pelo menos 14 eventos ligados ao Sistema ONU, incluindo o Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre Desenvolvimento Sustentável (Fórum ALC 2030), o ECOSOC Forum on Financing for Development follow-up (FfD Forum) e o High-level Political Forum (HLPF). Também foram feitas pelo menos seis falas públicas e sete intervenções por membros do GT Agenda 2030 em outros eventos internacionais. Publicamos, ainda, quatro notas públicas sobre aspectos preocupantes da conjuntura nacional e internacional e apoiamos diversas outras notas lançadas por organizações parceiras.

Relatório Luz – Em agosto, em Brasília, lançamos a terceira edição do Relatório Luz, publicação que analisa a implementação dos 17 ODS no Brasil. Os resultados da avaliação das 124 metas, realizada por experts membros do GT Agenda 2030 e parceiros, revelou um cenário de acirramento das violações e o desrespeito aos direitos sociais, ambientais e econômicos e trouxe mais de 150 recomendações para que o país avance em direção ao desenvolvimento sustentável. Tanto a edição atual quanto as anteriores estão disponíveis para download, em português e em inglês.

Campanha – Em setembro, lançamos a campanha nacional de mídia “Não calem nossas vozes”, publicizando a importância das organizações da sociedade civil, que estão sob forte ataque no Brasil, para a promoção de direitos e para o desenvolvimento sustentável, a partir do exemplo das mulheres. Para tal, criamos um filme disponível para TVs e plataformas digitais, além de camisetas, cartazes, panfleto digital e cards para redes sociais. Todo o material pode ser visto e baixado no endereço www.naocalemnossasvozes.org.br.

Edital – Em novembro, visando ao fortalecimento exclusivo das organizações membros do GT, lançamos um edital com foco na promoção da equidade de gênero e dos direitos das mulheres e meninas, especialmente negras, quilombolas, indígenas e LBTI (lésbicas, bissexuais, transexuais e intersexuais) de baixa renda. No total, 82 mil euros irão apoiar nove projetos.

Concluiremos 2019 com mais oito novos integrantes no GT. Ao longo do ano, todas as ações do grupo foram divulgadas por meio do nosso site (www.gtagenda2030.org.br), dos perfis nas mídias sociais (@gtagenda2030) e do boletim informativo. Hoje são quase seis mil seguidores e seguidoras no Facebook, no Instagram e no Twitter. Tudo indica que, ao fim de 2019, o GT terá alcançado mais de 4 milhões de pessoas com suas publicações! Parte desse trabalho também refletiu na cobertura da imprensa, por meio de centenas de menções computadas, tanto em textos jornalísticos quanto em artigos de opinião.

“Foi um ano desafiador, porém gratificante, tendo em vista que conseguimos realizar tantas ações importantes para o fortalecimento do nosso GT e para a disseminação da Agenda 2030 no Brasil”, comenta a coordenadora geral da Gestos, Alessandra Nilo.

“Nosso trabalho se soma ao de outras redes no enfrentamento de tantos retrocessos e na promoção do desenvolvimento inclusivo e sustentável. Assim, temos conseguido reafirmar que a Agenda 2030 é para sociedade civil um acordo inegociável”, diz a coordenadora executiva do IDS, Carolina Mattar.

“Agradecemos a todas as organizações membros e também às parceiras, pois esta é uma construção coletiva e, na atual conjuntura, extremamente necessária”, observa Laura Cury, assessora de Relações Internacionais da ACT.

Alessandra, Carolina e Laura são facilitadoras do GT Agenda 2030.

Expectativa Muitas outras novidades nos aguardam em 2020! Em breve haverá a estreia da plataforma on-line de monitoramento dos ODS; serão abertas novas turmas do curso de advocacy na modalidade EAD; e mais cinco debates públicos serão realizados em diferentes regiões do país. Também estão previstos os lançamentos do segundo seminário nacional sobre soluções inovadoras e a quarta edição do Relatório Luz, entre outras ações. O trabalho de advocacy junto ao Congresso Nacional e para criação e efetiva implementação de comissões estaduais e municipais de apoio aos ODS continua, assim como as ações de incidência política em eventos ligados ao Sistema ONU.

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