Com IDH de 0,761, Brasil cai da 78ª para 79ª posição em ranking de 189 países

Na América do Sul, os países com maior desenvolvimento humano são Chile, Argentina e Uruguai

O Brasil caiu da 78ª para 79ª posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2018, entre 189 países. De acordo com novo relatório divulgado esta semana pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), houve um pequeno crescimento em relação a 2017, passando de 0,760 para 0,761 em 2018, considerado estatisticamente insignificante. Quanto mais próximo de um, mais desenvolvido é o país. Na América do Sul, o Brasil ocupa a 4ª colocação, atrás do Chile, Argentina e Uruguai. No mundo, os três países com maior IDH são Noruega, Suíça e Irlanda.

Intitulado “Além da renda, além das médias, além do hoje, desigualdades no desenvolvimento humano no século XXI”, o novo relatório do Pnud elenca alguns ganhos substanciais no atendimento básico à saúde e à educação e no padrão de vida ao redor do mundo, mas também aponta que muitas pessoas continuam necessitadas, sem acesso a esses serviços, indicando o início de uma próxima geração de desigualdades. O Brasil, por exemplo, aparece como o 7º país mais desigual do mundo, melhor somente do que os africanos. A parcela dos 10% mais ricos do Brasil concentra cerca de 42% da renda total.

“Além da renda porque existem fatores relacionados às oportunidades de acesso à dignidade, ao respeito e aos direitos, não necessariamente vinculadas a desigualdades econômicas. Além das médias porque a tirania das médias simplifica e distorce o debate. Além do hoje porque o mundo está mudando muito rapidamente, e devemos considerar os novos fatores que estão delineando as iniquidades do futuro”, afirmou a representante-residente do Pnud no Brasil, Katyna Argueta.

O IDH está diretamente relacionado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 1 (Erradicação da Pobreza) e 10 (Redução das Desigualdades). O Relatório de Desenvolvimento Humano chama para a ação e apresenta recomendações de políticas públicas que podem apoiar os governos na luta conta as novas e variadas formas de desigualdade. Veja abaixo algumas dessas recomendações:

1. Finalizar o trabalho do século XX, de modo que todas as pessoas no planeta tenham as liberdades e oportunidades básicas para uma vida digna.

2. Acompanhar e endereçar as novas desigualdades do século XXI, entendendo a evolução e a expectativa das pessoas em relação ao futuro.

3. Para os bebês que vão nascer em 2020 e vão ver o século XXII, é preciso preparar o terreno de forma que as desigualdades do presente pertençam ao passado.

Com informações do Pnud Brasil.

Acesse aqui a íntegra do relatório.

Foto: Pedro Maziero/Pnud Brasil.

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