Organizações do GT Agenda 2030 participam da COP 25

Ação Educativa, Casa Fluminense, Engajamundo, Idec, IEB e Programa Cidades Sustentáveis estão em Madri para a Conferência da ONU sobre o Clima, que segue até o dia 13/11

Representantes de pelo menos seis organizações que compõem o Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030 (GT Agenda 2030) estão em Madri, na Espanha, participando da Conferência da ONU sobre o Clima (COP 25): Ação Educativa, Casa Fluminense, Engajamundo, Idec, IEB e Programa Cidades Sustentáveis. O evento, que começou no último dia 2 e segue até o dia 13/11, conta com cerca de 30 mil participantes e tem como objetivo assegurar que a Convenção sobre Mudança Climática e o Acordo de Paris sejam de fato implementados pelos países.

No primeiro dia da Conferência, a Organização Metereológica Mundial (OMM) apresentou seu relatório anual sobre o estado do clima. Embora nem tenha chegado ainda ao seu final, o ano de 2019 já é apontado pela OMM como o segundo ou terceiro ano mais quente desde o início dos registros, em 1850, e encerra uma década de calor excepcional em todo o globo, com perda de gelo e recorde no aumento do nível do mar. Os oceanos estão mais quentes e mais ácidos.

O relatório aponta que, de janeiro a outubro, a temperatura média no mundo esteve cerca de 1,1 grau Celsius acima do período pré-industrial. Pelo Acordo de Paris, os países precisam fazer esforços para não ultrapassar o limite de segurança de 1,5 a 2 graus Celsius em relação aos níveis anteriores à era industrial. Acima desse limite, o mundo sofrerá impactos mais duros, a exemplo do aumento da intensidade e da frequência de fenômenos metereológicos extremos, tais como inundações, secas e ondas de calor, estas últimas relacionadas a mais de três mil mortes na Europa e no Japão somente neste ano.

O Brasil foi consultado para sediar a COP 25, mas declinou. A conferência originalmente seria realizada no Chile, mas o local mudou devido aos protestos que têm sacudido o país nos últimos meses. O presidente Jair Bolsonaro não compareceu à Conferência, preferiu enviar o ministro do Meio Ambiente, Ricardos Salles. O Brasil, no entanto, ao contrário do que aconteceu nas últimas edições do evento, não conta com um espaço oficial próprio no pavilhão.

Sociedade civil – Já a sociedade civil brasileira, com a coordenação do Instituto Clima e Sociedade (ICS), montou o Brazil Climate Action Hub, que conta com uma programação bastante ampla. Na última quarta-feira (4), o Engajamundo facilitou o evento “Amazônia – Centro do Mundo”, com um diálogo aberto sobre como o que acontece na Amazônia impacta o mundo. O local também já abrigou um evento sobre o Acordo de Escazú, entre outras discussões.

A Ação Educativa comparece tanto à COP 25 quanto à COY (Conferência da Juventude) com um grupo de jovens. “A gente quer trazer os assuntos que estão bem esvaziados nesses espaços. Isso tem que ser trazido pela juventude. Muita gente nem sabe o que está acontecendo no Brasil”, disse Luiza Alves, da Ação Educativa, em entrevista à agência de jornalismo Alma Preta.

Já o Programa Cidades Sustentáveis está representado pela coordenadora Zuleica Goulart, enquanto que a Casa Fluminense comparece com Henrique Silveira e Larissa Amorim. Em um dos eventos da agenda da área de mobilidade urbana, o Idec apresentou sua experiência e debate como o financiamento ao transporte para reduzir as tarifas e garantir o direito dos usuários pode ajudar a reduzir a emissão de poluentes e a crise climática.

Objetivos da COP 25 – De acordo com a ONU, um dos principais objetivos da COP 25 é operacionalizar diversos aspectos importantes do Acordo de Paris. Na COP 24, realizada no ano passado na Polônia, houve concordância à maioria das regras por parte dos países-membros, mas ainda é preciso concluir a negociação sobre o Artigo 6, que diz as regras de funcionamento dos mercados internacionais de clima.

A agenda também contempla temas como adaptação, perdas e danos, transparência, finanças, capacitação, questões indígenas, oceanos, florestas e gênero. Também está prevista uma discussão sobre financiamento e fornecimento de tecnologia para países em desenvolvimento. Em 2020, os países deverão enviar à ONU seus planos nacionais de ação climática atualizados.

Com informações do El País, Yahoo Notícias e ONU News.

Fotos: ONU News (capa) e redes sociais das organizações.

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