Seminário em São Paulo discute direito das meninas e desenvolvimento sustentável

Evento focado no ODS 5 – Igualdade de Gênero teve como objetivo sensibilizar a sociedade sobre a promoção do direito delas

Mobilizar a discussão em torno do direito das meninas e da Agenda 2030 foi o objetivo de um evento realizado no último dia 3 de outubro em São Paulo, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP). O seminário “Direito das meninas e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: interseccionalidades e inovação social” reuniu cerca de 200 participantes e foi organizado pela Rede Meninas e Igualdade de Gênero (RMIG), Luderê Afro Lúdico e pelo Geledés Instituto da Mulher Negra, que integra o GT Agenda 2030, além da própria OAB-SP. Rede Estratégia ODS, União Europeia, Alana, Fundação Abrinq, Fundação Gol de Letra e Plan International Brasil, esta última também integrante do GT Agenda 2030, apoiaram a iniciativa.

O seminário teve como meta promover o reconhecimento da agenda de desenvolvimento sustentável como importante plataforma de direitos para a redução de desigualdades de gênero e geracional, a partir do diálogo entre governos, setor corporativo e organizações da sociedade civil.

Em sua fala, a coordenadora de Educação do Geledés, Suelaine Carneiro, convidou o público a refletir sobre ações que possam contribuir para a reversão dessas desigualdades, enquanto que a gerente de Gênero e Inclusão da Plan International, Viviana Santiago, pontuou que o direito das meninas e das mulheres é algo fundamental para atingir os objetivos da Agenda 2030. Recentemente, a Plan lançou em mais de 60 países a campanha Meninas pela Igualdade, que luta por poder, liberdade e representação para meninas e jovens mulheres.

“Desde o começo das suas vidas e atravessando a vida inteira, meninas são violentadas, as meninas enfrentam barreiras para o exercício do direito e para o desenvolvimento do seu potencial, somente porque elas são meninas”, disse Viviana. Em outra mesa, que contou com a participação de Amanda Costa, do Engajamundo (outra organização membro do GT), discutiu-se a importância de a população conseguir se enxergar nos espaços de poder, pois o Brasil, atualmente, é um dos países com menos mulheres na política. E que isso é reflexo de questões estruturais da infância, das diferenças de tratamento entre meninos e meninas e também da invisibilidade do direito delas.

De acordo com o Relatório Luz 2019, publicação produzida pelo GT Agenda 2030 que analisa a implementação das metas da Agenda 2030 no Brasil e propõe caminhos para sua concretização, as mulheres contabilizaram apenas 31,5% das candidaturas nas eleições gerais do ano passado. As mulheres representam apenas 8,58% das assembleias legislativas, 16,15% da Câmara dos Deputados e 15,71% do Senado. No Executivo, das 27 vagas nos estados, apenas uma mulher foi eleita governadora.

Assista aqui ao vídeo do evento na íntegra.

Leia aqui o Relatório Luz 2019.

Com informações da Rede Estratégia ODS e Instituto Geledés

Fotos: Divulgação

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