Projeto Mulheres Negras do Cone Sul faz análise sobre objetivos de desenvolvimento

No caso do Brasil, publicação se debruça sobre progresso dos ODM 1 e 3  e dos ODS 1, 5 e 8

O Projeto Mulheres Negras do Cone do Sul, seu Retrato em Preto e Branco acaba de lançar a publicação “Estudo regional sobre o progresso dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”, sobre a situação da população afrodescendente, em particular as mulheres, na Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. O capítulo sobre o Brasil foi produzido pelas organizações da sociedade civil Criola e Geledés, sendo esta última uma das entidades integrantes do GT Agenda 2030.

A análise da situação brasileira se debruça sobre os objetivos pela erradicação da pobreza e da fome (ODM 1 e ODS 1 e 8) e pela promoção da igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres (ODM 3 e ODS 5 e 8). A publicação traz dados, aponta avanços e retrocessos e afirma a necessidade de examinarmos o quadro de políticas públicas no Brasil com base em indicadores que interseccionam raça e gênero.

Em relação às principais conclusões e resultados do ODM 1 (Meta A) e ODS 1 no Brasil, o estudo aponta que o país ultrapassou as previsões para a meta internacional e nacional e em 2012 reduziu a pobreza extrema a menos de um sétimo do nível apresentado em 1990 – reduzindo de 25,5% para 3,5% segundo os parâmetros internacionais, e de 13,4% para 3,6% no monitoramento nacional. No entanto, em 2012, a probabilidade de extrema pobreza entre pessoas negras ainda era o dobro da verificada entre a população branca.

Quando olhamos o objetivo de assegurar trabalho decente e produtivo para todas e todos (ODM 1 – Meta B e ODS 8), percebe-se que, no Brasil, pessoas negras representam a maior parcela da população ocupada vivendo em situação de extrema pobreza e com menor índice de formalização de emprego. “Mais da metade da população brasileira (53%) é negra e as mulheres negras somavam mais de 50 milhões de pessoas: 25,5% da população total; deste total, 21,5 milhões estão inseridas no mercado de trabalho”, diz o estudo, que na sequência analisa os demais ODM e ODS.

Estratégias – Ao final do capítulo, Criola e Geledés elencam estratégias para a incorporação de indicadores das variáveis étnicas/raciais nos compromissos assumidos pelo Brasil, uma vez que as mulheres negras são as menos beneficiadas com as políticas públicas desenvolvidas pelo Estado brasileiro e as mais afetadas pela ausência de políticas públicas e/ou pela execução de políticas públicas generalistas.

Baixe o estudo aqui.

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