29 de outubro: Dia Mundial do AVC

Relatório Luz 2018, do GT Agenda 2030, aponta doenças cardiovasculares, entre elas o AVC, como principais causas de morte na população brasileira

29 de outubro é o Dia Mundial do AVC. No Brasil, anualmente, doenças cardiovasculares, respiratórias crônicas, diabetes e câncer respondem por 74% dos óbitos e são a primeira causa de mortes. Dados do Ministério da Saúde indicam que o AVC é a causa mais frequente de óbito na população adulta (10% dos óbitos) e consiste no diagnóstico de 10% das internações no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2016 foram 188.223 internações para o tratamento de AVC isquêmico e hemorrágico no SUS. Sobre as mortes, a pasta registrou em 2016, no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), 40.019 óbitos por AVC.

O Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030 (GT Agenda 2030) ratifica essa informação do Ministério da Saúde no Relatório Luz 2018. O tratamento e prevenção das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) – que inclui o AVC – continuam a desafiar o alcance das meta do ODS 3: Saúde e Bem-Estar.

“Parte significativa de mortes prematuras são decorrentes de doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas, que têm fatores de risco comuns como o tabagismo, o consumo nocivo de álcool, a alimentação inadequada e a inatividade física.”
Relatório Luz 2018 | GT Agenda 2030

Carta de Gramado

Em agosto de 2018, o Brasil assinou a Carta de Gramado, com o compromisso de reduzir a mortalidade por Acidente Vascular Cerebral (AVC) e promover a saúde mental e o bem-estar da população até 2030. O documento também foi assinado por mais 11 países da América Latina durante o XXI Congresso Iberoamericano de Doenças Cerebrovasculares, no Encontro Interministerial Latinoamericano de AVC, em Gramado (RS). A assinatura do documento marcou o Dia Nacional de Combate ao Colesterol, 8 de agosto. O colesterol alto é um dos fatores de risco do AVC.

A cooperação internacional para avançar nas estratégias de combate ao AVC foi firmada pelo Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai. A doença é a segunda causa de morte na maior parte desses países. Atualmente, o Brasil é referência no tratamento do AVC para os demais países da América Latina, já dispondo de Linha de Cuidados em AVC estabelecida como política pública de saúde.  

Campanha mundial

Em todo o mundo, cerca de 80 milhões de pessoas são sobreviventes de um acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, sendo que mais de 50 milhões vivem com algum tipo de incapacidade permanente. No Dia Mundial do AVC, campanha global destaca que a vida após um esse tipo de ocorrência pode não ser mais a mesma, mas, com o cuidado e apoio adequados, uma vida significativa ainda é possível.

Entidades médicas que encabeçam o Dia Mundial do AVC explicam que o acidente vascular cerebral acontece quando um vaso sanguíneo que leva sangue e nutrientes para o cérebro para de funcionar – ou ele é obstruído por coágulo ou placa de gordura ou ocorre uma hemorragia. Quando isso acontece, uma parte do cérebro não recebe mais sangue e oxigênio e começa a morrer. A extensão e localização do dano cerebral determina a gravidade do AVC, que pode variar de leve a catastrófico.

Dados da campanha mostram que em torno 87% de todos os casos são do tipo isquêmico, resultado de uma obstrução num vaso sanguíneo que fornece sangue ao cérebro. Essa obstrução pode acontecer devido ao desenvolvimento de depósitos de gordura que revestem as paredes dos vasos. Já o AVC hemorrágico é responsável por cerca de 13% dos casos, resultado de um vaso enfraquecido que rompe e sangra no cérebro circundante.

Os sinais de alerta de que alguém está tendo um AVC, de acordo com a campanha, incluem: dormência súbita ou fraqueza na face, braço ou perna, especialmente em um lado do corpo; súbita confusão, dificuldade para falar ou compreender a fala; dificuldade súbita de enxergar em um ou ambos os olhos; súbita dificuldade para caminhar, tontura, perda de equilíbrio ou coordenação; dor de cabeça súbita, intensa, sem causa conhecida.

A orientação da campanha global é que, na presença de um ou mais desses sinais, o paciente não espere, chame um serviço médico de emergência (no Brasil, Samu 192) ou procure um hospital imediatamente.

Com informações da Agência Brasil, Senado Federal e Ministério da Saúde

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