A  Agenda 2030 e a nova Câmara dos Deputados

GT Agenda 2030 destaca que mesmo com quase 50% de renovação, Legislativo federal continua pouco alinhado à implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável

Com o resultado das eleições, a Câmara Federal apresenta renovação de 47%, a maior desde 1990. Foram eleitos 243 deputados para seu primeiro mandato. Foram reeleitos 251 deputados, de um total de 444 candidatos à reeleição. Ou seja, 56% dos deputados que se candidataram à reeleição voltam à Câmara em 2019. Também foram eleitos 19 ex-deputados de legislaturas anteriores. No geral, direita, e sobretudo a extrema-direita, está consideravelmente mais forte; a esquerda, um pouco maior; o centro, encolhido.

Sem alterações expressivas em seu perfil geral, a renovação na Câmara está associada a uma circulação no poder de parlamentares com mandato estadual vindo para a Casa. Via de regra, a Casa é formada por pessoas que já exerceram cargos públicos. Os poucos espaços que serão ocupados por estreantes têm basicamente quatro origens: os linha-dura, os parentes de parlamentares, de oligarquias nos estados, lideranças evangélicas e as celebridades.

“Constatamos uma renovação de pessoas, mas o perfil predominante continua o mesmo: homem, branco e conservador e sem sintonia com a agenda da sustentabilidade. Houve um crescimento discreto de negros e mulheres, muito aquém de representar as expectativas da sociedade brasileira”
Alessandra Nilo – Co-facilitadora do GT Agenda 2030 | Gestos

O número de deputados negros cresceu na eleição de 2018 na comparação com 2014, mas continua sub-representado em relação ao tamanho da população. Agora, são 24% da composição da Câmara, e em 2014 eram 20%. De acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, os negros, somatório de pretos e pardos, eram 54,9% da população. Há apenas um indígena. Aliás, a primeira mulher indígena eleita deputada federal. É a advogada Joênia Wapichana, da Rede de Roraima.

Com relação à presença de mulheres, há também um crescimento, mas que novamente está longe de representar o número de mulheres na sociedade. Enquanto mulheres são maioria no Brasil, na Câmara elas serão 77, ou seja, 15%. Hoje, a bancada feminina tem 51 deputadas. Maranhão, Sergipe e Amazonas não elegeram nenhuma mulher. O Distrito Federal, que elegeu 5 mulheres em uma bancada composta por 8 deputados, foi proporcionalmente o estado que mais elegeu deputadas.

Dos 513, 28 deputados têm menos de 30 anos. Com relação às profissões, entre os 513 eleitos, 236 se declararam políticos profissionais. Os empresários vêm em segundo lugar, com 51 deputados eleitos. Advogados ocupam a terceira posição, com 39 eleitos. 80% do total têm ensino superior completo.

A maioria dos campeões de voto na eleição para deputado federal é de candidatos novatos. A lista dos mais votados nos 26 estados e no Distrito Federal tem apenas sete atuais deputados – o restante nunca exerceu mandato na Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Câmara

  Um comentário sobre “A  Agenda 2030 e a nova Câmara dos Deputados

  1. Claudio
    10/10/2018 às 12:59

    Enquanto a mulher que eh maioria não aprender a respeitar a mulher e votar com segurança nesta, os percentuais demorararão a aumentarem.

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